Sábado, 29 de Outubro de 2011

 

Sem ir ao dicionário (e indo, sim, ao coração) a palavra admiração tem um sentido de emoção. Falo de emoção com lágrima sentida. A que me refiro? Aos heróis. Às heroínas. Às pessoas que se cruzam connosco (contando nós que para ficar) e que despertam na nossa alma uma quente sensação de: admiro-te. Mas será um amor à primeira vista? De todo. É preciso conhecer. Descobrir. Viver. Respirar cada momento com aquela pessoa que nos prendeu. Conhecer o porquê seria de bom tom. Mas a euforia, ainda que subtil, não permite que nos debrucemos sobre porquês e justificações. Estas apenas atrapalham algo que não exige razão, apenas emoção. Falando, seriamente, de admiração, salta à vista que tudo isso não resulta de escassos segundos de contemplação. São horas de trabalho, dias de observação, anos de conhecimento aprofundado. No fundo, uma investigação de alma e coração para dizer, sem medos, que aquele alguém é um Tudo maravilhoso. Coragem precisa-se. Os meninos e meninas que estejam presos a este sentimento precisam perceber que é necessária coragem! Não pensem ser os únicos. Como vocês outros sofrem do mesmo. Mas o pior não são as verdadeiras almas emotivas que deliram com a veracidade dos seus sentimentos. São as farsas cruéis que destroem amizades verdadeiras e puras. São esses os possíveis ladrões de gelados. Mas, e tendo a mentira perna curta, mais tarde esses irão cair, rodeados de remorso por terem percebido que entraram na casa errada. E irão, lentamente e corados, fechar a porta, pedindo desculpa pelo incómodo. Mas, amigos queridos, aprendam algo: a admiração não se compra, sente-se


Sinto-me capaz de fugir.

publicado por Caty. às 18:19 | link do post | comentar

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

O que sentes nos dedos é areia morta. Esse declinio de ser é paz. Quando o céu azul se abate sobre a mórbida frescura de já não ser, o barco dissolve-se na paisagem. O chão invisivel, onde outrora foste gente, cresce em rosas de porcelana. A sua inevitável queda parte-se em mil pedaços tristes. Sem cor. Então, sentas-te à beira-mar. Os pés nus, o coração despido. A mente vazia. Segues, indiferente. Desfolhando a vida agitada que corre nas tuas costas. Não sabes o mundo que desperdiças. Nem te interessa. És feliz no cume da montanha sonhadora. Ao olhares o céu vês o pássaro gigante que, em tempos passados, foi teu. A simplicidade dos gestos, a cor dos momentos, o prazer de estar. Tudo te é caro. Mas a genuidade de ser são violetas nos bolsos. É vida.



Caty. 


Sinto-me a perguntar algo ao mundo.
Música: Ella Fitzgerald - Misty

publicado por Caty. às 00:05 | link do post | comentar

Sábado, 15 de Outubro de 2011

 

Noite? O escuro é intenso. As luzes apagadas, o chão escorregadio. Sem esperança, a criança vagueia. Talvez insegura pelo vento, talvez segura pelas pedras que rolam indiferentes. Qualquer passo, qualquer gesto a denuncia. Correm as lágrimas pelos dedos que inutilmente seguram a vida. Crê no futuro que foge desalmado. Sem rosto, sem febre. Apenas com desejo de ser onda e voar. E crescer. Mas sobe o pesadelo de se tornar realidade. E o desassossego de criar laços purpura e não mais sentir toma conta dela. Pobre criança que deixa pegadas nos corredores. Que se esquece das marcas profundas no rosto e sorri. 

 

Sorri...

     

          Sorri...

 

                     Sorri...

 

                               E cai.

 

 

 

Caty.


Sinto-me perdida. E tu?
Música: Charles Aznavour - Hier Encore

publicado por Caty. às 23:43 | link do post | comentar

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