Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

 

Todos os dias. TODOS. Aquele som de crueldade. Aquela dor de cabeça.

É como a morte mas sem silêncio.

É como o silêncio mas sem a vida.

Apenas vejo os fragmentos. Os vidros que parti enfurecida. 

Apenas sinto o barco a afundar. Ah, a eterna figura do náufrago. O poder de quem conhece a morte.

Quantas foram as vitimas? 

Tremo ao imaginar-me sem um luar. 

Mas, afinal, sonhei com o fim do mundo?

Não o fim. Mas o inicio do fim.

Todos os dias.

TODOS.

 

 

Caty.



publicado por Caty. às 21:18 | link do post | comentar

Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Há uma euforia imensa da minha parte quando o século XIX surge na minha literatura. Se é obsessão, curiosidade ou, simplesmente, uma noção do que não vivi, vivendo, não sei.

O estilo vitoriano é agradável. E rude, ao mesmo tempo. É essa precisa dualidade que me inspira o gosto e me requinta a alma. As razões que me levam a Jane Eyre, O Monte dos Vendavais ou ao cruel e amoroso Drácula não são racionais: o espirito que sobrevive nesta literatura é superior à razão.

Apercebo-me que a tentativa dos autores em recriar o mundo é mais do que uma simples tentativa. É uma conquista pelo saber Ser Humano.

Se pensarmos num Dr. Jekyll sentimos um Mr. Hyde. Penso que é aí que reside o espirito romântico. Esse lado obscuro e em tons carregados que mais nenhuma literatura pretende. Esse Ser completo que é um e outro. Essa luta entre o bem e o mal que, narrativamente, existe em dois e na realidade é só Um. Essa pretensiosa (e conscienciosa, quem sabe) dualidade que não nos destrói com Pessoas mas nos eleva a um estado de perfeição. Só os românticos observaram o equilíbrio. A existência do lado lunar. O ser bom enquanto se é mau.

Mas, na verdade, o que mais espanta é a necessidade de criar a narrativa simplificada. O objecto de escrita não é a acção. Cada personagem existe por si. É caracterizada. É realizada através do seu psicológico. São as personagens que representam a acção. São elas que dão o nome à obra. Anna Karenina é a protagonista, a narrativa e o nome do romance de Tolstoi. Jane Eyre segue a mesma linha. E embora uma sucumba à sua teia de consequências, a segunda realiza-se e transforma-se. Evolui, portanto.

Ainda assim, a literatura do século XIX é repleta de recantos, de momentos escuros e de personagens "horríveis" e suplicantes. Uma literatura que está para além da escrita. É, sem dúvida, uma necessidade de mostrar o Mundo ao mundo.

 

 

Caty.

 

 



publicado por Caty. às 23:50 | link do post | comentar

Domingo, 3 de Fevereiro de 2013

 

Não posso nunca escrever em paz.

Talvez porque não a sinto. Ou porque ela não existe. No fundo, porque ela jamais me fará escrever.

Não sou nenhum verso oprimido. Muito menos uma folha frustradamente amachucada.

Talvez, sendo eu tão lenta a entender que sou infeliz, não poderei escrever enquanto a alma se afoga no leito dos meus olhos.

Talvez seja sensato não escrever.

Não falar.

Não pensar, até.

Quem sabe se viver não é reconhecer a impávida metamorfose do Ser.

Então, nesse desgostoso labirinto que é o infernal mundo desisto de escrever e vou dormir.

 

 

Caty.


Música: Jacques Brel - J'en appelle

publicado por Caty. às 19:19 | link do post | comentar

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